segunda-feira, 23 de maio de 2011

A Saga de Jeitosinha - Cap. XXIV

A detetive Vanessa sentou-se no sofá que outrora estivera coberto pelo sangue de Ambrósio. Acendeu um cigarro e cruzou lentamente as pernas, numa cena que lembrava Sharon Stone em “Instinto Selvagem”.
- Creio que você chegou tarde… – apressou-se em explicar Marilena – Meu marido já voltou.
- Ele é o Ambrósio? – Espantou-se Vanessa, sem conseguir esconder sua expressão de asco – E o que ou quem fez isso a ele?
- Ainda não sabemos – disse Arlindo.
- Com certeza foi algum acidente… – emendou Jeitosinha, um pouco nervosa.
A experiente Vanessa percebeu o ambiente pesado do lar. “Aqui, com certeza, se escondem grandes segredos”, pensou. Fascinada por seu ofício, naquele momento a bela detetive soube que não teria sossego enquanto não desvendasse cada detalhe do que já chamava de “Caso Ambrósio”.
- Conte-me, meu bom homem. Quem lhe feriu?
Ambrósio tremeu à simples lembrança de fragmentos da cena, que ele sequer conseguia verbalizar.
- N-não me lembro. Não quero saber. Eu estou bem.
A mulher tocou Ambrósio carinhosamente.
- Procure se lembrar… Estas marcas… Foi, sem dúvida, uma arma cortante. Talvez uma lâmina grossa… Uma serra…
- Não! – Ambrósio encolheu-se, em pânico, protegendo a cabeça com as mãos…
Jeitosinha sentiu um arrepio na espinha. E se o pai recobrasse a memória?
A detetive Vanessa continuou seu trabalho. – Procure se lembrar… Uma pessoa, uma imagem…
Ambrósio subitamente silenciou-se. Com os olhos fixos na linda policial exclamou baixinho:
- Sim… Eu me lembro de algo. Sim!
- O quê? O quê? – A excitação de Vanessa era quase sexual.
- Foi ela! Foi ela! – gritou, apontando para Jeitosinha.
- É mentira! – Gritou Jeitosinha.
- Cale-se! Deixe o homem concluir seu relato! – disse a detetive. E voltando-se para Ambrósio:
- Diga, senhor… Ela fez isso com você. E depois?
- Depois homens verdes, numa nave espacial me trouxeram de volta à vida!
A policial sorriu, constrangida, e abraçou o fragilizado Ambrósio.
- Homens verdes? É uma alucinação, sem dúvida… Por hoje é só. Mas me aguardem. Vou continuar as investigações.
Jeitosinha sentiu-se mais leve. Marilena e Arlindo olharam para o pai e para a loira, com expressões indecifráveis.
Longe dali, a primeira coisa que Thiago viu foi uma luz branca e intensa. O rosto de Jeitosinha sorria para ele, emoldurada por centenas de pênis de todos os tamanhos e formas. – Estou no paraíso! – sussurrou.
Mas o delírio foi interrompido pela penetração contundente de uma agulha de injeção. De olhos abertos, o confuso rapaz viu um homem de roupa alva, parado ao lado da cama de hospital onde estava deitado.
- Você nasceu de novo, filho. A bala acertou de raspão a sua fronte.
- O-onde estou?
- No ambulatório de um hospital público.
Thiago percorreu o lugar com os olhos e não acreditou no que viu. Com uma touca cobrindo os cabelos, adormecida na cama ao lado, encontrava-se ninguém menos que sua amada.
- Jeitosinha! – Exclamou.
- Só se for nome de guerra… – corrigiu o médico – Ele chegou aqui como Adenair e agora é Adenaíra…
- Adenaíra? – espantou-se.
- Sim… Ele submeteu-se ontem a uma cirurgia para mudança de sexo. Mas talvez nunca aproveite sua nova anatomia…
- Por que doutor? Por que doutor?
O homem tomou um longo fôlego antes de explicar a Thiago o drama do ex-irmão, agora irmã, de Jeitosinha.


Gente, já pensou isso no cinema, com a Cameron Diaz de Jeitosinha?
Mais emoções e podridão amanhã, em um capítulo inédito!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Maior mentira da televisão brasileira

A saga de Jeitosinha - Cap. XXIII

 Por trinta segundos, que pareceram uma eternidade, Jeitosinha e Ambrósio se encararam fixamente. Ela vinha aprendendo no bordel de Madame Mary tudo sobre a arte da dissimulação, e conseguiu camuflar o medo, a surpresa e a confusão mental que lhe causava a imagem, ali na sua frente, do homem que assassinara.
A expressão de Ambrósio era inocente, quase infantil. O fio de barba intermitente continuava a banhar-lhe o queixo. Com sua voz pastosa, após o constrangedor silêncio, ele perguntou:
- Quem é você?
Jeitosinha suspirou aliviada. Continuava sem entender o que havia acontecido. As marcas de cortes no rosto e braços de Ambrósio indicavam que ela realmente o havia ferido, mas talvez não tivesse consumado o crime, pensou. Talvez tenha sofrido alguma espécie de alucinação durante o ataque com a serra-elétrica. Talvez Ambrósio tenha conseguido sair da casa, se arrastando.
Mesmo assim, quem limpara o chão e os móveis?
Nada disso era tão importante quanto o fato de que o pai, talvez pelo choque de ter sido vitimado pela própria filha, não conseguia reconhecê-la. “Deve ser algum tipo de defesa emocional”, concluiu.
Muito mais desconfortável com a situação estava Arlindo. Seu plano de explorar a irmã se esvaziara, em parte, com a reação do pai ao vê-la. Se Ambrósio não reconhecia Jeitosinha, e havia perdido sua índole opressora, o que a irmã teria a temer?
De fato, a moça não tinha mais nada a perder. Depois da decepção com seu amado Thiago, e todas as emoções que tomaram sua vida de assalto, o futuro se configurava diferente. Ela trocou olhares com Arlindo. Sorriu, superiora, e ele entendeu o recado.
Jeitosinha estava livre de sua influência maligna mas, curiosamente, não pensava em abandonar o bordel de Madame Mary.
A misteriosa mulher – que ela mal vira e que não poderia reconhecer sob a máscara – de alguma maneira fez com que recuperasse sua auto-estima. Na casa de encontros a aceitavam como ela era. E agora havia ainda Laura Croft, a linda ruiva que havia despertado estranhas emoções em Jeitosinha. Ela vinha, aliás, fazendo um esforço sobre-humano para esquecer Thiago, e tentava se apegar à emoção daquela tarde de prazer como se residisse ali a sua salvação.
Se Jeitosinha agora via o bordel como uma benção, isso não significava que ela perdoava Arlindo. Ao contrário, havia planejado para o irmão uma terrível vingança…
Quanto aos pais, o próprio destino havia se encarregado da punição. Ambrósio era agora um ser desprezível, débil e deformado. E sua mãe, que presa à suas convenções sociais jamais encararia a separação, estava condenada a aturar aquele ser repugnante pelo resto de suas vidas.
Jeitosinha estava imersa neste tipo de reflexão quando alguém bateu à porta. Arlindo foi atender e deparou-se com uma morena exuberante, de mais ou menos trinta anos. Ela tinha cabelos negros e lisos, à altura dos ombros. Os olhos de um azul cristalino contrastavam com a pele clara. Mostrando um distintivo ela se apresentou:
- Sou a detetive Vanessa, da Polícia Civil. Vim investigar o desaparecimento de Ambrósio.
Todos na casa, inclusive o próprio Ambrósio, trocaram olhares surpresos.
Do outro lado da cidade, o angustiado Thiago toma sua decisão. Virando a arma em direção à própria cabeça, ele finalmente aperta o gatilho.


Ele morreu? Ele morreu?
Descubra segunda-feira, em mais um capítulo!

Imagem do dia!

Háááaaa, sexta-feira de novo!!!
Ebaaaa!!!!

Link do dia!

 "Epaaaa, não tá me vendo aki não???"


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Roteiros de viagens

Link do dia!

A saga de Jeitosinha - Cap. XXII

A mulher gritou em total desespero:
- Não pode ser! Não pode ser!
O filho estranhou a reação. Alheio aos problemas que infernizavam a vida de Marilena, Adenair e Jeitosinha, sem saber que Ambrósio era a causa de muito sofrimento, esperava da mãe uma manifestação de alegria.
- Mãe… Você não entende? O papai voltou! Meio caidaço, é verdade, mas está vivo! Você deveria estar feliz!
A mulher esboçou um sorriso forçado:
- Sim, meu amor. Claro. Foi só o susto. Claro que estou feliz.
Neste instante, já de banhozinho tomado e vestindo um velho e confortável pijama, Ambrósio entra no quarto.
- Marilena…
- É você mesmo, Ambrósio? – perguntou a mulher.
- Estou tão deformado assim? Claro que sou eu!
Ambrósio não tinha na voz a rispidez habitual. Parecia fragilizado. Sua fala era pastosa. Um canto da boca não se mexia e um fio permanente de baba escorria rumo ao pescoço.
- O que aconteceu com você?
- Não me lembro. Não consigo me lembrar de muita coisa. Vaguei pelas redondezas e aos poucos as memórias foram voltando… Nossa casa, você, nossos filhos…
- E sobre o acidente que o mutilou?
- Nada. Não me lembro de nada. Só vejo uma cena estranha… Assustadora e irreal. Não quero falar sobre isso.
Os olhos do homem transmitiam o pavor que lhe causava a simples menção da cena. E a imagem que vinha à sua cabeça era a do travesti, loiro e nu, empunhando uma serra elétrica.
No hospital público, Adenair acordava da anestesia.
- C-como foi a cirurgia, doutor? – perguntou ao homem de branco parado ao seu lado.
- Foi bem. Não consegui fazer um acabamento muito bom. Sabe como é, cirurgia plástica é uma coisa complicada… Mas eu mesmo já vi muita vagina mais feia por aí! He…He… – o médico amigo de Dona Nair insistia em seu humor infame.
- Meu pênis, doutor… O que vocês fizeram com ele?
Mesmo detestando o que ele considerava um corpo estranho, Adenair sabia que era um pedaço seu que havia sido estirpado. E lhe assustava a idéia de que ele pudesse ter ido parar numa cesta de lixo hospitalar…
- Fizemos um transplante. Ele agora pertence a um marombeiro adepto do sexo bizarro, que perdeu o dele quando recebia carinhos orais de um pitt-bull…
- Melhor assim! – Animou-se Adenair – quando recebo alta?
- Amanhã, se tudo correr bem.
“Vai dar tudo certo”, pensou o – ou melhor – a jovem. “Vou virar uma linda mulher, como Jeitosinha, e conquistar o coração de Thiago!”
No seu apartamento, Thiago ainda olhava fixamente a arma. Sentia-se ultrajado, perdido, confuso e traído. Mas não conseguia evitar que a imagem de sua loira amada lhe viesse à cabeça. “Onde ela estará agora?”, perguntava-se. Mal sabia ele que Jeitosinha, naquele momento, abria a porta de entrada de sua casa para estar frente a frente com o pai que matara!


Qual será a reação de Ambrósio?
Empolgante! Sensual! Nojenta!
A sua novela continua amanhã, em mais um capítulo inédito.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Homem é flagrado vendo filme pornô em ônibus em Cingapura

Cena foi registrada por um passageiro.
Imagens foram divulgadas por site local.
















Melhor filme pornô com fones de ouvido do que funk no alto-falante!